"Puertas abiertas" - Juan Manuel Roca
Una puerta
Abierta a la noche
Y se pueblan los ruidos
Las estancias.
Sus rumorosas bisagras
Anuncian
Alguien llegado de la lluvia
O los pasos de un lento animal
Que invade el sueño.
Una puerta, una grieta
Abierta en el asombro.
"Portas abertas"
(Tradução/transcriação de Adriano Nunes)
Uma porta
Aberta esta noite.
E se enchem de ruídos
As estâncias.
Suas rumorosas bisagras
Anunciam
Alguém chegando sob a chuva
Ou pegadas de um lento animal
Que invade o sonho.
Uma porta, uma greta
Aberta num assombro.
In: "Antología de la poesía colombiana - TOMO II" por Rogelio Echavarría.
CECILE PETROVISK
POESIA NÔMADE
sábado, 21 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Gabriela Mistral: "Gotas de Hiel"
"GOTAS DE HIEL" - Gabriela Mistral
No me cantes: siempre queda
a tu lengua apegado
un canto: el que debió ser entregado.
No beses: siempre queda,
por maldición extraña,
el beso al que no alcanzan las entrañas.
Reza, reza que es dulce: pero sabe
que no acierta a decir tu lengua avara
el sólo Padre Nuestro que salvara.
Y no llames la muerte por clemente,
pues en las carnes de blancura inmensa,
un jirón vivo quedará que siente
la piedra que te ahoga
y el gusano voraz que te destrenza.
"Gotas de fel"
(Tradução/transcriação de Adriano Nunes)
Não me cantes: sempre fica
à tua língua atado
um canto: o que devia ser doado.
Não beijes: sempre fica,
por maldição estranha,
o beijo a que não chegam as entranhas.
Reza, reza que é doce: mas constata
que não pode dizer tal língua avara
o único Pai Nosso que salvara.
E não chames a morte por clemente,
pois nessas carnes de brancura imensa,
um resto vivo ficará que sente
a pedra que te afoga
e a lombriga voraz que te destrança.
In: "GABRIELA MISTRAL & CECÍLIA MEIRELES; GABRIELA MISTRAL Y CECÍLIA MEIRELES". Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras; Santiago de Chile: Academia Chilena de La Lengua, 2003.
No me cantes: siempre queda
a tu lengua apegado
un canto: el que debió ser entregado.
No beses: siempre queda,
por maldición extraña,
el beso al que no alcanzan las entrañas.
Reza, reza que es dulce: pero sabe
que no acierta a decir tu lengua avara
el sólo Padre Nuestro que salvara.
Y no llames la muerte por clemente,
pues en las carnes de blancura inmensa,
un jirón vivo quedará que siente
la piedra que te ahoga
y el gusano voraz que te destrenza.
"Gotas de fel"
(Tradução/transcriação de Adriano Nunes)
Não me cantes: sempre fica
à tua língua atado
um canto: o que devia ser doado.
Não beijes: sempre fica,
por maldição estranha,
o beijo a que não chegam as entranhas.
Reza, reza que é doce: mas constata
que não pode dizer tal língua avara
o único Pai Nosso que salvara.
E não chames a morte por clemente,
pois nessas carnes de brancura imensa,
um resto vivo ficará que sente
a pedra que te afoga
e a lombriga voraz que te destrança.
In: "GABRIELA MISTRAL & CECÍLIA MEIRELES; GABRIELA MISTRAL Y CECÍLIA MEIRELES". Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras; Santiago de Chile: Academia Chilena de La Lengua, 2003.
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Federico García Lorca: "Después de pasar"
"Después de pasar" - Federico García Lorca
Los niños miran
un punto lejano.
Los candiles se apagan.
Unas muchachas ciegas
preguntan a la luna,
y por el aire ascienden
espirales de llanto.
Las montañas miran
un punto lejano.
"Depois de passar"
(Tradução de Adriano Nunes)
Meninos miram
um longínquo ponto.
Candeeiros se apagam.
Umas mocinhas cegas
interrogam a lua,
e pelo ar ascendem
as espirais de pranto.
As montanhas miram
um longínquo ponto.
In: "Poema Del Cante Jondo - Romancero Gitano". Catedra, 2001.
Los niños miran
un punto lejano.
Los candiles se apagan.
Unas muchachas ciegas
preguntan a la luna,
y por el aire ascienden
espirales de llanto.
Las montañas miran
un punto lejano.
"Depois de passar"
(Tradução de Adriano Nunes)
Meninos miram
um longínquo ponto.
Candeeiros se apagam.
Umas mocinhas cegas
interrogam a lua,
e pelo ar ascendem
as espirais de pranto.
As montanhas miram
um longínquo ponto.
In: "Poema Del Cante Jondo - Romancero Gitano". Catedra, 2001.
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
José Gorostiza: "Cantarcillo"
"Cantarcillo" - José Gorostiza
Salen las barcas al amanecer.
no se dejan amar,
pues suelen no volver
o sólo regressan a descansar.
"Cantarcillo"
Partem as barcas no amanhecer.
não se deixam amar,
pois podem não volver
ou apenas regressam pra descansar.
In: GOROSTIZA, José. "Poesía y Poética". Madrid: ALLCA XX, 1997, p. 33.
Salen las barcas al amanecer.
no se dejan amar,
pues suelen no volver
o sólo regressan a descansar.
"Cantarcillo"
(Tradução de Adriano Nunes)
Partem as barcas no amanhecer.
não se deixam amar,
pois podem não volver
ou apenas regressam pra descansar.
In: GOROSTIZA, José. "Poesía y Poética". Madrid: ALLCA XX, 1997, p. 33.
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José Gorostiza: "Nocturno"
"Nocturno" - José Gorostiza
El silencio por nadie se quebranta,
y nadie lo deplora.
Sólo se canta
la puesta del sol, desde la aurora.
Mas la luna, con ser
de luz a nuestro simple parecer,
nos parece sonora
cuando derraman sus manos ligeras
las ágiles sombras de las palmeras.
"Nocturno"
O silêncio por nada se quebranta,
E nem nada o deplora. A-
'penas se canta
O pôr-do-sol, a partir d'aurora.
Mas a lua, por ser
de luz a nosso simples parecer,
nos parece sonora
quando derramam suas mãos ligeir as
agilíssimas sombras das palmeir as.
In: GOROSTIZA, José. "Poesía y Poética". Madrid: ALLCA XX, 1997, p. 31.
El silencio por nadie se quebranta,
y nadie lo deplora.
Sólo se canta
la puesta del sol, desde la aurora.
Mas la luna, con ser
de luz a nuestro simple parecer,
nos parece sonora
cuando derraman sus manos ligeras
las ágiles sombras de las palmeras.
"Nocturno"
(Tradução de Adriano Nunes)
O silêncio por nada se quebranta,
E nem nada o deplora. A-
'penas se canta
O pôr-do-sol, a partir d'aurora.
Mas a lua, por ser
de luz a nosso simples parecer,
nos parece sonora
quando derramam suas mãos ligeir as
agilíssimas sombras das palmeir as.
In: GOROSTIZA, José. "Poesía y Poética". Madrid: ALLCA XX, 1997, p. 31.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Adriano Nunes: "Arauto"
"Arauto"
Que gritem as laringes de grafite!
Que despertem as sereias sinápticas!
E viva a Poesia! A Poesia!
Que gritem as laringes de grafite!
Que despertem as sereias sinápticas!
E viva a Poesia! A Poesia!
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Adriano Nunes: "proeza"
Adriano Nunes:"proeza"
o amor
o amor supera o amor
o amor super(a o amor)
o amor supera
um amor super(
a um dia)
um dia outro dia outro dia
outra alegria super(
a uma alegria)
um dia super(a
o amor)
porque o infinito se abrigou
no íntimo
dessa esfera:
que alegria!
o amor
o amor supera o amor
o amor super(a o amor)
o amor supera
um amor super(
a um dia)
um dia outro dia outro dia
outra alegria super(
a uma alegria)
um dia super(a
o amor)
porque o infinito se abrigou
no íntimo
dessa esfera:
que alegria!
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