BREU
De que me servem tais fotografias
Se nem mesmo na poesia quero
Ver-te revelado, meu grande amor?
De que me vale, por tudo, velar?
Teu riso terá que cor no papel?
Teu cheiro será achado no verso?
Ou nada disso tem sentido agora
E tudo deve ficar no vazio
Do nitrato de prata, dessas sombras,
Ou verter do véu de qualquer palavra?
A paisagem, não me agrada, por trás
Das duras verdades vindas de nós.
Que faríamos com o breu dos astros
E com os opacos flertes visíveis?
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
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2 comentários:
Um poema muito sentido, muito bonito.
Um abraço de Lisboa.
Isabel
Cara Isabel,
Muito obrigada!
Beijos,
Cecile.
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