"o elevador"
decido
ir
ao teu encontro.
paro
nesse ponto:
que direi,
sem receio,
a tua alma?
parece que quero
voltar...
desce
desce
desce sobe
sobe
sobe
sobe desce
sob pressão
sobe a pressão
frio na barriga
distonia
suor nas mãos
sobe
sobe
sobe desce
desce
desce
desce sobe
estou parado
com os nervos
à flor
da pele.
essa ilusão
não
cessa -
qual é mesmo
o tal andar?
primeiro?
segundo?
terceiro?
décimo quinto?
último?
ai, que bom!
não sei
onde se fixa a rua,
onde se cravou
o prédio!
desce
desce
desce sobe
sobe
sobe
sobe desce
(depois de trinta
minutos,
alguém
consegue
abrir a porta
do elevador...
calor,
medo,
alívio.)
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