"Pérola"
palavra perdida
entre mil vontades.
impossível dizer
tudo... às vezes, sinto
o espectro marítimo
vir à tona, concha
acústica, métrica
vestida de sonhos,
de luz, escafandro
sempre guardado
nas gavetas vivas
do tempo, tal ostra.
abriga-se agora
em outro vernáculo,
um outro oceano...
talvez, outra alegria
surja das espumas,
à beira do nada...
não mais uma pérola,
mas uma garrafa
lançada, sem voz,
ao deus-dará: a máscara
em processo, em transe,
uma folha em branco,
um lápis... a vida!
2 comentários:
Saudade de Cecile. :) Que poema lindo. Beijo.
Haverá uma pérola ainda, quiçá!
Bj
Postar um comentário