caixas sobre caixas, na arquitetura
da sala, (a mudança foi feita assim,
implacavelmente, sem outro fim
senão mudar e pronto) ilusão pura,
parecia instalar-se ali meu mundo
de papéis, pipas, piões, pincéis... sim,
o meu parquinho mágico que, enfim,
surgia em meu flerte, talvez mais fundo
em minh'alma. mil braços esquecidos
ou nunca existidos... não sei, eu juro.
desfizeram tudo e, de estarrecidos,
foram-se em meus sonhos, mas os procuro...
(brincando de mocinhos e bandidos,
os tiros me libertam desse escuro!)
1 comentários:
Outro soneto maravilhoso!
Beijinho
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